



Prezado Colega do Serviço de Busca de Paradeiro da Filial da Cruz Vermelha Brasileira.
A Carta da Quinta-feira foi criada para ajudar ao funcionário/voluntário da Filial da Cruz Vermelha Brasileira no seu importante trabalho de reunir familiares.
Contem sempre conosco!
Oswaldo Amarante Filho
Ch.Depto Nac Busca de Paradeiro
Órgão Central
Quando frequentei o curso ginasial no Colégio Estadual João Alfredo, em Vila Isabel,a terra de Noel Rosa, no suburbio do Rio de Janeiro, fui para a Segunda Época em Geografia, pois odiava ter que fazer trabalhos em grupo,para aumentar a nota mensal. Fazia parte de um grupo heterogênio demais para o meu gosto. Em outras palavras, um membro do grupo explanava a sua opinião sobre determinado assunto e o outro não concordava. Um terceiro colega mostrava o seu ponto de vista e ninguém aceitava a sua opinião. Eu ficava uma fera, pois dependia daquele grupo para me ajudar de alguma forma a realizar um trabalho em grupo que me desse, ou melhor, nos desse os pontos máximos para desta formar passar de ano direto sem ter que depender de pontos na 2a época...vocês me entendem!
E nessa brincadeira eu não participava dos grupos durante o ano e isso me deixava sem pontos extras.
Aí, certa noite, mexendo na minha coleção de Seleções do Reader's Digest,adorava ler Seleções- até hoje gosto muito, li um artigo que abriu os meus horizontes e me fez entender que somos diferentes e que temos de ter opiniões diferentes para ajudar cada pessoa diferente que existe neste mundo, mais ou menos isso.
Aí vai o texto:
Era uma vez um grupo de animais que decidiu fazer algo de heróico para resolver os problemas de um "Novo Mundo", de modo que fundaram uma escola. Adotaram um currículo de atividades que incluía corrida, alpinismo, natação e vôo. Para tornar mais fácil a administração, todos os animais participaram de todos os cursos.
O pato era excelente em natação, na verdade melhor do que o professor, e conseguiu boas notas em vôo, mas não se deu bem em corrida. Como ele era muito lento na corrida, precisou ficar após as aulas para praticar mais, inclusive abandonando a natação. E manteve este esquema até que seu pé de pato ficou muito machucado, e ele no máximo conseguiu nadar um pouco, dentro da média. Como ele estava dentro da média, de acordo com o objetivo da escola, ninguém se importou com o problema, fora o próprio pato.
O coelho começou em primeiro lugar na aula de corrida, mas sofreu um colapso nervoso por causa das dificuldades com a natação.
O esquilo mostrou-se excelente em alpinismo, mas ficou frustrado com a aula de vôo, porque seu professor o obrigava a começar do chão, sem permitir a decolagem do alto das árvores. Também passou a sofrer de câimbras por excesso de esforço físico, e acabou tirando "C" em alpinismo e "D" em corrida.
A águia era um aluno problema, e teve de ser castigada severamente.Na aula de alpinismo ela ganhou de todos, mas insistia em atingir o alto com suas próprias técnicas.
No final do ano, uma cobra que conseguia nadar muito bem, e também sabia correr, praticar alpinismo e até voar um pouquinho tirou a média mais alta e foi considerada a melhor aluna.
Os cachorros-do-mato fugiram da escola e não pagaram as mensalidades, porque a direção se recusava a incluir cavar e farejar no currículo.
Eles mesmos ensinaram seus filhos a latir, e mais tarde uniram-se aos porcos e tatus para fundar uma escola particular.
A ESCOLA DOS BICHOS,do educador R.H.Reeves,Dr.
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